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RETROSPECÇÃO:
Ah! quem me dera que eu pudesse um dia, na inspiração do sofrimento e a dor,
 Poder escrever uma poesia que fosse triste como dentro eu sou.
Que de mim falasse sem ter fantasia, que expressasse ao mundo a minha grande dor.
De um coração ferido e a nostalgia e duma maldade que não se explicou.
Ah! que eu sentisse as mesmas alegrias que a mocidade me proporcionou
E as ilusões daqueles belos dias que o tempo ingrato já desmoronou.
Ah! Quem me dera que voltasse um dia a mocidade que pra trás ficou,
 E o coração repleto de alegria Pulsasse forte como já pulsou!

AUTOR: LUIZ BEZERRA

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publicado às 13:37


TÔ SEM FÉ NOS CANDIDATOS - POEMA MATUTO

por EVERARDO BEZERRA, em 22.10.10
 Seu doutô num se aburreça, cum essas coisas que eu lhe digo,
 eu ando muito cismado pensando sempre comigo:
Que nós povo brasilêro, tâmo seguindo um rotêro que corre munto perigo!
Ninguém sabe im quem votá;
Só noz sabe cuma tá, sem lar, sem pão, sem abrigo,
Tá todo mundo sabendo, que se aproxima a inleição,
Mas pouca gente acridita nos nomes qui aí estão!
Dia-a-dia a propalar que tem meios pra salvar os problema da nação.
As cunversas? São bonitas! In rádio e televisão,
Cada um amostra um plano de sublime sarvação,
Munta conversa e lorota é o que se vê e se nota nas suas conversação!
Cada um promete ser, o sarvador da nação!
Um diz: Vou acabar com o problema e a precisão;
Ôuto no maior cinismo, diz: O analfabetismo, eu vou fazer extinção;
Sou forte sou varonil e as dívidas do meu Brasil eu vou fazê quitação!
Inríba das búcha vem outro, preméte sem gaguejá:
-A miserável inflação, vou prisiguir e acabá!
Perenizá todos rios e butá lá os vadíos móde neles trabaiá!
Vem outro e diz de repente:-Póbe agora? Vai ser gente! Vai ter munta proteção!
O agricultor num precisa deixar mais o seu sertão,
Vai ter vez e ter cimente pra fazê sua plantação!
Vou dar casa pra morar via BNH, ninguém gasta um tustão!
É tanto premetimento, que causa admiração!
A gente iscutando o rádio, ou mêrma a televisão,
Parece inté qui são pedro abriu no céu o portão,
E mandou pra terra os anjo se incarná nesses marmanjos que faz as propagação!
É tanto hôme bondôso, de coração generôso, cum pena dos probetão!
Fala cum munta lisura da tal candidatura prá guverná a nação!
Pode aguardar o risultado: dispôis de inleito e inpossado com o seu mandato na mão,
Vai dipressinha e de xôto, fazê qui nem fez os ôto: Pé no bum-bum do povão!
Ah! Seu moço tô cum pressa pra esse dia chegar,
Tem um tal de joão promessa, nessa farça que não presta deus me livre de votar!!!
Eu sou um pobre matuto, que sabe lê e escrevê....
Mas o que oiço no rádio e de noite na tevê,
É promeça e mais prumessa e prumessa até de fé,
Eu progunto ao  primo Dé:
Mas será que São Francisco num tá mais no Canindé?
Sou matuto e sei lê pouco, mas num tô ficando louco,
Se eu e tu  for votá  nele, tu é a Maria rebôco e eu sou um Zé mané!
Poeta Luiz Bezerra com Adaptação de Everardo Bezerra.

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publicado às 22:10


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