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RAIMUNDO FREITAS, ENTRE AMIGOS....

por EVERARDO BEZERRA, em 06.01.11

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publicado às 14:37


A RURAL E O SR. RAIMUNDO FREITAS...

por EVERARDO BEZERRA, em 19.10.10
RAIMUNDO FREITAS BARBOSA
No dia 24 de dezembro de 2009, fez exatamente 39 anos que o Sr. Raimundo Freitas Barbosa, tem residência fixa aqui em Caio Prado. Na bela manhã do dia 24 de dezembro do ano de 1970, chegavam de mala e cuia, oriúndos da localidade do Poço Comprido, mais precisamente da Fazenda Vitória, no município de Quixadá-CE. Agricultor, padeiro, caipireiro(banqueiro dos jogos de dados) e mascate. Escolheu essa terrinha para morar! Inicialmente, o meio de sobrevivência encontrado, foi o de comprar e vender, se dedicando em vendas de carne de ovinos e caprinos. Seu Raimundo era o vendedor ambulante mais conhecido dessa região. Sempre as sextas-feira, pegava o trem das 3 da tarde e viajava para Fortaleza. Lá, vendia carne e com o apurado, comprava fumo de rolo e trazia para vender na zona rural. O nagócio começou a render-lhe alguma coisa… No ano de 1975 comprou uma Rural, (carro muito usado na época). Como não sabia dirigir, convidou o ‘motorista’ Manoel Traíra, para lhe ensinar. Manel Traíra, orientou-lhe a irem ao campo de futebol e lá deu-lhe algumas instruções. Seu Raimundo aprendeu alguma coisa…Segundo ele mesmo falou, numa bela tarde de domingo, bateu um desejo enorme de dá umas voltinhas na rural…e se perguntou: Será se já dar pra ir? -Pegou a chave, foi na cozinha, pegou a caneca e tibungou dentro do pote, bebeu duas canecadas d’água, temperou a garganta, com o famoso ahã, entrou na rural e se foi… enquanto dirigia, só se ouvia o alvorôço: Ô Joãozim!!! José!!! Maria!!! Chiquim!!!….Pra dentro! Era as mamães preocupadas com os filhos, afinal de contas, o mais novo motorista estava rua acima e rua abaixo, passeando em sua rural… de repente, seu Raimundo, precisa parar o carro para atender a um chamado de sua esposa, d. Pedrina Estêvão, ela fazia sinal com as mãos, pedindo pra ele parar. Quem disse que seu Raimundo sabia parar a rural? Acelerava, o palmo de fumaça subia, buzinava, gaguejava, ficou nervoso, (imaginava que o chamado era pra receber algum dinheiro de alguém que lhe devia). Passava em frente e gritava de dentro da rural: Vol, vol, volto Já! (Era gago). Tornava a passar em frente e só se ouvia o eco: Vol, vol, volto jááááááá!!! O grande problema era que ele não sabia como parar… Na época, o Rio Choró, estava com um pouquinho de água corrente e muita areia, ele imaginou: Vou meter a Rural dentro do rio, atolo e assim esse diacho tem que parar!!! Assim fez, meteu a rural  lá, e atolou até o eixo. A primeira coisa que pensou quando desceu, foi no chamado de d. Pedrina, ele imaginava que era dinheiro à receber…Dinheiro que nada! Era um boato que corria de boca em boca, nas ruas de Caio Prado, que havia chegado uma filha sua (fora do casamento) e estava na cidade à sua procura e o assunto era dinheiro!!! D. Pedrina, estava nervosa e valente, inclusive, havia tomado até uma cana (dose de cachaça), pra conversar baixinho com o seu Raimundo e resolver de vez esse probleminha! Fonte: Raimundo Freitas e Bodinho. Por: Luiz Everardo Bezerra Lopes.

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publicado às 16:52


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