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SAUDADE MINHA SAUDADE...

por EVERARDO BEZERRA, em 29.03.11
        Hoje a noite, me bateu uma saudade tão grande da minha infância querida, de minhas peraltices misturadas com a inocência, de quem só via o agora, pois o passado era como o amanhã e o futuro era como o presente...Tempos em que o amanhecer era festejado com a sinfonia dos pássaros, e no entardecer os seus cânticos eram mais melodiosos...
        Tempos que para deitar e dormir éramos ensinados a fazer a nossa oração e dá a bênção ao papai do céu! Tempos em que já deitadinhos a sede apertava e dizíamos: mãiê, traz uma coisinha d'água pra mim! Nossa maezinha trazia e aconselhava: não vai mijar na rede menino!
        É, pela manhã bem cedo, corríamos para a casa da vó Mundoca, tomar um pouquinho de café, e que café! Era do grão torrado num tacho de ferro sobre o fogão à lenha. Depois do café nos preocupávamos em botar água do rio ou do chafariz, para encher o pote grande da boca quebrada e o tanque do banheiro...Ufa...
        As onze e meia era a hora do almoço puxado a suco de tomate que minha vó criativamente fazia...Hum...era bom! Melhor ainda era o ovo econômico que ela preparava, batia bastante a clara e depois misturava com a gema e um só ovo dava para quatro pessoas...(ô fome)!.
        Falo assim pois era acostumado demais na casa de minha vozinha. -Uma hora da tarde: -Everardoooo!! Pra escola menino! Era a minha maezinha...Na escola, procurava aprender alguma coisa com a professora de nome Zenete Marinho(minha tia).
        Estudávamos um pouco, aí chegava a hora do recreio...Todos corríamos bastante rodeando o grupo velho e com os chinelos presos nas mãos...Depois, todo mundo ia pra casa mas já pensando nas brincadeiras da noite: guerra no uruguai, cai no poço e muitas outras brincadeiras...Pois é amigos, comparando com os dias atuais, percebe-se que todas essas alegrias são coisas que já não existem mais.
        Hoje em dia, a brincadeira/divertimento da meninada, é vídeo-game com jogos violentos, guerra virtual com muito sangue e outros parecidos! Percebemos que aqueles dias onde prevalecia a inocência, onde pensávamos que o nosso imãozinho que acabara de nascer tinha chegado num aviãozinho pilotado por um anjinho não existem mais...  

                                                                      É, tempos que se foram e não voltam mais...Tempos em que bricávamos com o João do seu Alfeu, o Kaulle, Antônio Augusto, Hamilton, Paulinho, Ticão, Eduardo Bernardo, Chico da Maria Benedita, Dehon, Getúlio, Teógenes, Roberto, Edvard Viana, Leonardo, Adauto, Everardo Lopes, Rômulo Oliveira, Mozart Cavalcante, Neto do Zé Dário, Maninho do Chico Muxiopó, Zé Elias, Moisés, Zé da Wanda, Dú da Rocilda, Pelado, Piano, Elizeu do Pedro Lavanquinha, e muitos e muitos outros!!! É..., saudade que corrói e maltrata um tão pobre coração!!                                                   Saudade minha    saudade, você maltrata demais..., porém sou grato a você, pois se não fora a saudade, como iria sentir essa recordação que martela meu coração que sente? Obrigado minha saudade...Obrigados velhos e bons tempos de minha infância que se foram para sempre e não voltam mais...!!! Por Everrdo Bezerra.

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publicado às 23:59


SAUDADE DOEDEIRA - POESIA

por EVERARDO BEZERRA, em 18.10.10
Saudade disse o poeta falando por sua vez,
Quem inventou a saudade nunca soube o mal que fez,
Saudade dor que persiste; saudade palavra triste que existe no português!
Saudade – prazer insano, saudade, dor, desengano que mexe n’alma da gente!
Saudade que tanto dói, machuca fere e corrói o coração de quem sente.
Saudade dor que maltrata, tal e qual mulher ingrata, jurando falso o amor.
Saudade, dor infinita chama ardente que crepita numa ilusão que findou.
A mais dorida saudade é aquela que a gente sente, que magôa, que tortura, que nos fere cruelmente.
Saudade que desventura!… É lembrar d’uma criatura, que nunca lembrou da gente!
Saudade minha saudade, eu te amo e quero bem, porque o que estou sentindo, só tu sabes e mais ninguém.
Saudade que se agiganta, meu coração que suplanta, desprezo e ódio de alguém!
Mesmo assim te quero bem, assim mesmo como estou, cumprindo a minha desdita, palmilhando a minha dor,
saudade mulher catita, que por mim se apaixonou! Todos já me abandonaram, só tu querida saudade é que nunca me abandonou!!! -Poeta Luiz Bezerra - Adp. Everardo Bezerra

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publicado às 09:56


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