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A ESTAÇÃO DE CAIO PRADO

por EVERARDO BEZERRA, em 16.10.10
A ESTAÇÃO de Cangaty foi inaugurada em 1890. Mais tarde (1944) seu nome foi alterado para Caio Prado. O nome original foi inspirado no Rio que passa pelo Distrito. O nome Caio Prado, é uma homenagem póstuma a Antonio Caio da Silva Prado, que foi Presidente (Governador) da Província do Ceará no final do Império, nomeado presidente da província do Ceará, por carta imperial, datada de 25 de março de 1.888 sendo empossado em 21 de abril do mesmo ano vindo à falecer em 26 de maio de 1.889 não concluindo o seu mandato. A Lei Estadual nº 3599 de 20 de maio de 1.957, desmembra o distrito de Caio Prado, do Município de Baturité e o incorpora ao município de Itapiúna. -Caio Prado, já foi município, criado pela lei nº 6.096 de 19/12/1.963 e extinto pela lei de nº 8.339 de 14/12/1965. O povoado foi desanexado do município de Baturité no mesmo ano que Itapiúna(1957). Atualmente a estação está totalmente abandonada, não existem portas e nem janelas, ficando exposta para toda e qualquer ação de vândalos, drogados, e outros… O prédio é o mesmo, a fotografia é da data de sua inauguração no dia 08 de dezembro de 1890.
UMA FONTE DE RENDA DO LUGAR:
Serviu muito à economia local. Não era só um ponto de paragem dos trens de cargas e de passageiros, pois muitos moradores da cidade, transformavam a ‘hora do trem’, num local de venda de comidas: Milho verde, cocada, café com bolo, refresco e água, acompanhado com o grito de guerra:-Olha a água! -Olha a comida! Vai Bolo e café! Olha o milho verde quem vai querer? Cocada boa e gostava só paga dez cruzeiros! -Quem vai querer? -Já as cozinheiras: Dôra, Maria Modesto, Estela, Francisca Modesto e outras que já não lembro mais(desculpe-me pelo esquecimento), gritavam forte: Olha a comida! Olha a comida boa, gostosa e barata! É, gente… Essa gente, sobrevivia com a renda do resultado das vendas de seus produtos alimentícios caseiros, feitos com muito amor! Os  passageiros, já sabiam que a estação do trem em Caio Prado, era tradicional nas vendas das boas comidas. As vendedoras, levavam uma amostra da refeição num prato,  os “fregueses” compravam, e elas despejavam a comida, dentro de um saco de papel em formato de um ‘cone’ que elas mesmas confeccionavam em casa (Quanta criatividade)!  Os passageiros comiam pegando com as mãos e diziam: Assim é mais gostoso!!! Boas lembranças, doces recordações! As últimas locomotivas de passageiros, que passaram por aqui, foi no final da década de 70. Pelos mesmos trilhos, trens cargueiros transportavam para a capital Fortaleza, as safras de algodão, milho e feijão dessa região. – Por Luiz Everardo Bezerra Lopes. “Fonte da Pesquisa: Arquivos da Professora Maria Alaíde Bezerra Lopes”.

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publicado às 17:51


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